Eternamente amor

Eram exatamente dia 30 de janeiro de 2010, alguns dias depois do terremoto que acontecera no Haiti. Rafael, jovem soldado, estava no Haiti juntamente com as tropas brasileiras que participavam da missão de paz da ONU para a estabilização do país. Ele estava vindo ao Brasil, para passar a semana de sua licença com o seu pai.
Rafael (feliz – falando com Osmar): É bom estar de volta, pai!
Osmar (sorrindo – falando co Rafael): Isso é bom!
Rafael (falando com Osmar): Você deve ter acompanhado pela TV a mobilização do exército brasileiro no Haiti! As nossas tropas ficaram de vigília durante toda a busca de desaparecidos além de ajudarmos as pessoas que foram atingidas pelo terremoto.
Osmar (falando com Rafael): Ah! Acompanhei.
Rafael (falando com Osmar): Aposto que você está animado para se aposentar este ano! Imagine só, você pode finalmente tirar férias, ver o mundo.
Osmar (falando com Rafael): Não sei.
Rafael desistiu de tentar conversar com o pai.
Rafael (falando com Osmar): Vou dar um passeio pela praia!
Osmar (falando com Rafael): Tudo bem!
Rafael pegou sua prancha de surfe na garagem e foi em direção da praia. Kátia e Paulo estão na sala dos professores sozinhos. Ele se aproxima dela e dá um beijo em sua boca.
Kátia (sorrindo – falando com Paulo): Aqui não Paulo! Estamos trabalhando. Se pegarem a gente, o que você vai responder?
Paulo (falando com Kátia): Eu sou o reitor dessa faculdade! Posso tudo aqui. E eu não consigo ficar longe de você.
Kátia (falando com Paulo): Você me faz tão bem! Só não entendo uma coisa. Por que você nunca me diz nada sobre o seu passado?
Paulo (falando com Kátia): Vamos viver o presente, para alcançarmos o futuro que desejamos. Você vai saber tudo sobre mim na hora certa!
Os dois se beijam e Antônio observa a cena escondido.
Antônio (nervoso – falando sozinho): Eu vou destruir esse romance! Quando ela descobrir o passado desse canalha, quero ver os dois ficarem juntos.
Antônio pega o seu celular e telefona para uma pessoa.
Antônio (falando pelo telefone): Meu plano está feito! Eu vou acabar com ele!
Marina chega desesperada em casa.
Marina (desesperada – falando com seus pais): Não! Não pode ser meu Deus! Isso não está acontecendo comigo!
Lúcia (preocupada – falando com Marina): O que aconteceu minha filha?
Marina entrega o exame de tomografia para o pai. Depois de ler o exame, Mauro põe as duas mãos entre seus cabelos, e uma lágrima cai sobre seu rosto.
Lúcia (amedrontada – falando com Mauro): O que houve Mauro? O que nossa filha tem? Fala!
Mauro mostra o exame para Lúcia, que chora desesperadamente. A família se abraça e Mauro tenta acalmar Lúcia e Marina. Enquanto Rafael caminhava pela praia, viu duas garotas passeando. Uma delas, chamou a atenção dele pela sua graciosidade. Quando se aproximaram Rafael a cumprimentou.
Rafael (falando com Natália): Oi!
Natália (rindo – falando com Rafael): Olá estranho! Aposto que as ondas estavam ótimas hoje.
Ao invés de responder, Rafael continuou a observando. As duas amigas, continuaram a caminhar pela areia da praia, quando de repente um garoto puxou a bolsa de Natália.
Natália (gritando com o garoto): Devolve a minha bolsa! Eu preciso dela!
Rafael , que estava sentado, levantou e correu em direção ao garoto.
Rafael (falando com o garoto): Seja mais esperto da próxima vez!
Rafael entrega a bolsa para Natália.
Rafael (falando com Natália): Aqui está sua bolsa!
Natália (falando com Rafael): Obrigado!
Os olhares dos dois se encontraram e Rafael percebeu que ela era ainda mais bonita do que ele notara, mas a sua beleza tinha menos a ver com suas feições e sim com a sua espontaneidade. Havia algo ali, real e reconhecível, e os dois não conseguiam desviar o olhar.
Natália (gaguejando – falando com Rafael): Você… É… Não tinha que ter feito isso! Eu ia pegar.
Rafael (rindo – falando com Natália): Eu sei! Vi você se preparando para correr.
Natália (rindo – falando com Rafael): Mas você sentiu uma necessidade incontrolável de ajudar uma dama em perigo?
Rafael (falando com Natália): Algo parecido!
Natália (falando com Rafael): Obrigado novamente!
Rafael (falando com Natália): Não foi grande coisa!
Natália (falando com Rafael): Sinto que devo fazer algo por você. Aceita lanchar conosco?
Rafael (falando com Natália): Parece bom! Vou pegar a minha prancha que ficou na areia e volto já!
Enquanto isso, Marina vai até a casa de Leandro.
Leandro (preocupado – falando com Marina): O que foi Marina? Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?